A constitucionalização do estado como resultado da luta entre a fera apocalíptica e a grande cidade que tem um reino sobre os reis pelas mentes e corações dos homens

Escrito por José Camargo

A organização social em territórios limitados pela etnia, língua e interesses comuns, ao longo da história teve seu contorno determinado pela influência do sistema religioso multifacetado ou fragmentado em diversas denominações, mas com uma essência comum: o suposto serviço sagrado prestado a “um deus”, qualquer seja seu nome ou identidade, cooptado pelo sistema político.

A religião, nas mais diversas denominações, exerceu – e exerce – influência capital na vida social, manipulando os sistema político  para a  execução de sua vontade, sob o pretexto de representantes divinos que construíram ‘uma cidade que domina os reis da terra’. O contrário também tem ocorrido em toda a história humana e a religião tem sido utilizada pelo sistema político, num processo interativo  cujo objetivo primário é a dominação e subjugação da ordem social ou a legitimação do poder.

Nesse contexto, a religião passou a exercer uma formidável pressão sob o sistema político e, por esse viés, sobre a organização social, condicionando os grupos sociais, o povo, à aceitação de um conjunto de traços político-religiosos ligados, ‘culturalmente’, à história e ao destino da nação. Isso sob o pretexto de unir o seu destino ao de um ‘deus’ tão multifacetado ou fragmentado quanto a multiplicidade religiosa que urdiu uma teia sobre a terra, sobre a humanidade, em todos os cantos do mundo. A classe clerical, estruturada ou organizada sob cânones próprios e específicos a cada denominação, com preceitos e leis comuns e com uma gênese única, ainda que divergentes na relação e comunicação com ‘deus’, contribuiu para a formação do Estado e, por conseqüência, à sua constitucionalização. Colaborou fornecendo as bases ou fundamentos axiológicos da regulação social e, ao mesmo tempo, provocou uma reação do sistema político, contrário à sua dominação, que resultou na formação do Estado moderno e sua constitucionalização. O rebanho ou comunidade social foi assim submetido aos desígnios da religião sob a dominação do sistema político, mediante fundamentos axiológicos de 'origem divina'.

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Sobre o Autor

José Camargo

José Camargo

Auditor fiscal da Receita Estadual – Londrina. Pr.
(Secretaria de Estado da Fazenda – Paraná)

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